Será que o meu cão tem displasia coxofemoral?



Há 1 ano eu adotei um cão que apareceu na minha rua. Muito fraco, não tinha forças para caminhar e quando conseguiu dar alguns passos vi que mancava de uma das patas de trás.


Cães que apresentam dificuldade para se levantar, evitam correr e pular, mancam ou tem dor durante a manipulação dos membros posteriores, podem ter displasia coxofemoral. Vou usar a sigla DCF para abreviar e facilitar a nossa conversa.


A DCF é uma condição comum, causadora de dor, disfunção locomotora e osteoartrose secundária. Depende de predisposição genética e alguns fatores ambientais aumentam o risco para que ela se manifeste – como consumo excessivo de alimentos, ganho rápido de peso e suplementação de cálcio.

A DFC é caracterizada por um encaixe imperfeito entre o fêmur e o quadril, contribuindo para a articulação ficar instável. Com o tempo, ocorre o desenvolvimento de osteoartrose secundária (enfermidade articular crônica progressiva e degenerativa), o que agrava o quadro de inflamação e dor.


A dor quando não tratada se torna crônica e seu controle é mais difícil do que o da dor aguda, necessitando de associações de analgésicos e medicações que agem em pontos diferentes do sistema nervoso, para uso prolongado ou até contínuo.


Embora observada em uma variedade de raças e em cães sem raça definida, a DCF é mais prevalente em cães grandes e de crescimento rápido, com Labrador, Golden, Rottweiler, São Bernardo e Mastin. Buldogues, Pugs e algumas raças de Terrier também são muito predispostas.


Os sinais da doença podem se manifestar quando o cão é ainda bem jovem e incluem: dificuldade para andar, levantar, correr e subir escadas, arqueamento do dorso, manqueira, atrofia da musculatura dos membros posteriores e dor que piora com o exercício. Diante de apenas um destes sinais já é importante buscar atendimento veterinário, pois quanto mais precocemente for realizado o diagnóstico, melhores serão as condições para manter o pet com boa qualidade de vida apesar da deficiência.


O diagnóstico da DCF é realizado pelo exame clínico ortopédico e com auxílio de exame de imagem, sendo o raio X imprescindível para identificar e estadiar a doença.


Diagnóstico fechado, é importante saber que a doença não tem cura, pois não há como mudar o formato dos ossos envolvidos com a articulação malformada, por isso, os tratamentos disponíveis são paliativos e tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida do animal. Porém, há muito o que se fazer!


Um ortopedista veterinário deve ser consultado para determinar se o caso é cirúrgico ou conservativo. Em geral, um tratamento inicial com anti-inflamatório adequado e analgésicos está indicado.


Terapias não medicamentosas, como acupuntura, ozonioterapia e fisioterapia (importante para fortalecer a musculatura) tem se mostrado muito benéficas.


O manejo ambiental é muito importante, por exemplo, pois piso liso que faça o animal derrapar agrava a lesão, assim como escadas e brincadeiras que façam o animal correr ou tracionar a guia, como se puxasse um trenó.


Terapia com Células-Tronco: tecnologia de ponta com excelentes resultados


O uso frequente das medicações normalmente prescritas (anti-inflamatórios esteroides ou não), está associado a efeitos adversos ao longo do tempo, sendo os principais a gastrite e a lesão renal. Alternativamente, as Células-Tronco exercem os mesmos efeitos anti-inflamatórios das medicações tradicionais, porém sem os efeitos colaterais destas.


Ademais, além da ação anti-inflamatória, as Células-Tronco estimulam a produção de líquido articular, promovem uma regeneração da cartilagem (que funciona como amortecedor entre dois ossos que se articulam) e retardam a progressão da osteoartrose. Estas ações têm efeito duradouro após aplicação única e trazem uma significativa melhora na qualidade de vida dos animais a longo prazo.


Cães que apresentem displasia, mesmo que ainda não tenham desenvolvido osteoartrose, podem ser beneficiados preventivamente com a terapia celular, uma vez que ela irá retardar o processo crônico degenerativo.


Lembre-se! Por ser uma doença de base genética, a principal forma de reduzir sua presença na população é evitando que cães portadores de displasia reproduzam. Isso é muito importante para que seus descendentes não sofram com a doença e não perpetuem a característica genética. E se o seu pet já apresenta a doença, não desanime, como você viu neste artigo, diversas ferramentas estão disponíveis para que ele tenha uma vida com muita qualidade.


Ah! O cão que adotei não apresenta DCF, o raio x não mostrou lesão, indicando que suas dores eram musculares. Ele deve ter caminhado muito até chegar na rua onde moro.




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