O que são Células Tronco

São células com capacidade de se multiplicar e adquirir a funcionalidade de qualquer tecido, promovendo o restabelecimento do órgão/lesão, tanto sob o aspecto estrutural como funcional. As células-tronco possuem três características fundamentais que a distinguem de outros tipos celulares:

  • São células indiferenciadas, ou seja, não comprometidas com nenhuma linhagem celular e, portanto ainda sem função específica; uma célula “neutra”;
  • Sob certas condições, podem ser induzidas a diferenciar-se, ou seja, tornarem-se células com funções especializadas. Por exemplo, uma célula-tronco que recebe estímulo para se transformar em uma célula muscular ou uma célula óssea.
  • São células com capacidade de autorrenovação, gerando células-filhas idênticas à célula-mãe, ou seja, células-tronco dão origem a novas células tronco que mantém o potencial de se multiplicar e de se diferenciar.

Tipos de Células Tronco

De acordo com sua origem, as células-tronco são divididas basicamente em dois grupos: células tronco embrionárias (obtidas durante o estágio embrionário de blastocisto) e células tronco adultas (obtidas de tecidos adultos formados). Este segundo grupo, pode ainda ser dividido em dois grupos principais: células-tronco hematopoiéticas (CTH) e células tronco mesenquimais (CTM). O tipo de células utilizadas pela Regenera são as mesenquimais, que apresentam diferenças significantes das demais, como você pode ver abaixo:

Células Tronco Mesenquimais

As CTM podem ser obtidas através de diversas fontes como parede do cordão umbilical, porção estromal da medula óssea, polpa dentária, tecido adiposo, entre outras. São células consideradas multipotentes, ou seja, apresentam potencial de se diferenciar nos mais variados tecidos do organismo, como por exemplo, tecido muscular, nervoso, cartilaginoso, ósseo, etc. Saiba mais sobre este tipo de células tronco abaixo.

Células Tronco Embrionárias

As células tronco embrionárias (CTE) são isoladas a partir de embriões de aproximadamente 5 dias e que estão no estágio denominado blastocisto. Mais especificamente da massa celular interna destes blastocistos, e apresentam um grande potencial na medicina regenerativa, pois são capazes de se diferenciar em qualquer célula do organismo mamífero. Porém este alto potencial de diferenciação, que por um lado pode trazer grandes benefícios, também pode levar a um crescimento descontrolado das CT (formações tumorais), pois a ciência ainda investiga como controlar tal capacidade. Existem ainda, riscos associados à sua utilização terapêutica devido a rejeição imunológica e alta capacidade mutagênica. Além disso, o uso de CTE apresenta controvérsias devido à questões éticas e legislativas em relação a destruição de embriões para obtenção destas células.

Células Tronco Adultas

As células tronco adultas (CTA) podem ser obtidas através de diversos tecidos do organismo, como por exemplo, cordão umbilical, medula óssea, tecido adiposo, polpa dentária, entre outros. As CTA são ainda divididas em dois grupos principais de acordo com sua fonte: células tronco hematopoiéticas (CTH) e células tronco mesenquimais (CTM).

Células Tronco Hematopoiética

As CTH são obtidas apenas através do sangue do cordão umbilical e da porção sanguínea da medula óssea. Estas células, embora ainda consideradas células tronco, já apresentam um certo comprometimento com a linhagem sanguínea, ou seja, são células que só podem se diferenciar em células presentes no sangue. Por exemplo, uma célula tronco hematopoiética é considerada um precursor comum de todas as células que compõem a linhagem sanguínea (leucócitos, plaquetas, hemácias, etc.), podendo dar origem a todas elas, porém não apresentam potencial de se diferenciar em outros tipos celulares.

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Mais sobre Células Tronco Mesenquimais

Diferentemente das CTE, as CTM não fazem uso de embriões como material biológico, contornando assim as questões éticas, legislativas e culturais envolvidas. Além disso, o avanço tecnológico tem ajudado a visualizar o real potencial da utilização terapêutica das CTM, e a sua capacidade de regeneração de tecidos danificados está sendo amplamente estudada em animais, bem como o desenvolvimento de protocolos terapêuticos seguros já é realidade em vários países.

Na medicina veterinária regenerativa a fonte de CTM mais utilizada é o tecido adiposo. Algumas fontes são consideradas mais valiosas que outras devido a sua fácil acessibilidade, abundância, propriedades de autorrenovação, plasticidade e capacidade de proliferar e diferenciar-se. Sendo assim, a Regenera utiliza hoje, preferencialmente, o tecido adiposo como fonte para terapia celular.

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